terça-feira, 13 de novembro de 2007

MAD (GIBSON) MAX



por Quatermass



A cena inicial de perseguição de carros. Um futuro caótico e sem lei nas estradas. Gangs de motoqueiros. Policial frio, calculista e com família. Vingança. Estes são os principais elementos do filme australiano Mad Max (1979) e que lançou Mel Gibson.


Não é apenas um bom filme. É ótimo. George Miller soube dosar estes e outros clichês made in Hollywood, criando uma concepção nova e muito superior à dos ianques. Usou o carisma do ator, um bom roteiro e ótimas cenas de ação, recriando um conceito: o policial que se torna vítima, deixando de ser agente da lei.



Poderia ser comparado com a série absurda de Charles Bronson (Desejo de Matar), mas não há paralelos. Não é a vingança pela vingança, mas a inserção do policial em meio ao caos (inconcebível nos filmes de Bronson).


É um filme superior às duas seqüências, que tendem para os gêneros da ficção e fantasia. Aqui, mescla o drama, suspense e ação – é o toque de Miller. A trilha sonora de Trevor Jones também contribui para a excelência da película.



Por fim, Mel Gibson. Certa vez, li uma crítica de Caçada ao Outubro Vermelho, em que o melhor do filme era assistir Sean Connery interpretando Sean Connery. O mesmo serve para Gibson: é daqueles atores em não procuram se adaptar ao personagem, mas o inverso.


O curioso é que o primeiro filme, de quase trinta anos, não teve uma nova versão produzida por Hollywood, provavelmente por esta entender que o período de caos já foi superado!



1 comentários:

thintosecco disse...

Quatermass manda uma errata: o compositor é Brian May e não Trevor Jones como foi referido.

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